Por Caio Abreu
Cansei de dar chances ao diretor indiano M. Night Shyamalan. Ainda tinha esperança de ele conseguir realizar outro feito como o filme “O Sexto Sentido”. Com um projeto tão bom nas mãos como “O Último Mestre Do Ar”, o diretor só consegue enterrar-se mais e mais em filmes malfeitos. Deveria ser a redenção de M. Night Shyamalan, após seus últimos filmes que nada agradaram à crítica, como o horrendo “Fim dos Tempos”.
Depois de tanta espera, chegou aos cinemas, a adaptação da popular série animada da Nickelodeon Animation Studios, “Avatar - A lenda de Aang”. O que todos achavam que seria uma nova franquia de sucesso, causou decepção ao cair nas mãos de M. Night Shyamalan e resultar no filme que hoje podemos ver nos cinemas.
“O último mestre do ar”, conta a história do pequeno Aang, que acorda de um sono profundo de 100 anos dentro de uma esfera de gelo e descobre que o mundo em que ele vive, onde há pessoas que são capazes de controlar os quatro elementos (Fogo, Terra, Água e Ar), está completamente mudado. A nação do fogo provocou uma guerra mundial tomando o controle de tudo. Só o Avatar, a pessoa capaz de controlar os quatro elementos, poderá trazer paz e balanço para o mundo.
Com a base de sucesso da franquia da Nickelodeon, não havia a menor possibilidade de um diretor errar neste filme. Porém, Shyamalan erra, e feio. Como produtor, roteirista e diretor do filme, ele fez várias escolhas que deixaram o longa corrido, incompreensível para determinadas pessoas e fake!
Com a base de sucesso da franquia da Nickelodeon, não havia a menor possibilidade de um diretor errar neste filme. Porém, Shyamalan erra, e feio. Como produtor, roteirista e diretor do filme, ele fez várias escolhas que deixaram o longa corrido, incompreensível para determinadas pessoas e fake!
O roteiro do filme é péssimo. Pra quem conhece a série original, eu assisti todos os episódios, entende tudo o que se passa no filme, porém, quem está adentrando o mundo de Aang pela primeira vez, fica perdido(a) com a quantidade de informação que é despejada durante os 103min de filme. Os atores são horríveis, não conseguem convencer o público de forma alguma. Pra piorar, os diálogos são vagos e só servem pra tentar explicar ao público o que está se passando na história das quatro nações. O casting foi muito infeliz contratando atores desconhecidos e inexperientes. O mais “conhecido” é o Jackson Rathbone, que interpreta o vampiro “Jasper Cullen” na tosca série Crepúsculo. Todo o lado cômico, utilizado na série original justamente para aliviar o teor dramático e sombrio, é ignorado pelo diretor. Características marcantes dos personagens são atropeladas pela adaptação de M. Night Shyamalan. Aang não é a criança que mesmo com a sua insegurança e gigante responsabilidade em ser o salvador do mundo, possui o espírito infantil. Sokka que é o desajeitado e nada modesto, ganha o ar de super responsável e durão. Katara que é a formadora de opinião do trio, a grande incentivadora de Aang, ganha um ar infantil e frágil. Zuko que no Livro Um (na série original são três livros, cada livro corresponde a uma temporada da série), é o grande vilão da história, no filme se resume ao controlado príncipe, rejeitado pela família real, e lamenta todo o tempo o quanto precisa capturar o Avatar para recuperar a sua honra. O tio Iroh do filme, só é realmente o Tio Iroh da série original (um homem preocupado com o sobrinho, que o tempo todo tenta levá-lo para o bom caminho, gosta de apreciar um bom chá, e se preocupa com os valores espirituais), no fim do longa.
Algo que Shyamalan, a meu ver, acertou, em alguma coisa ele tinha que acertar, nem que fosse sem querer, foi nos efeitos especiais. Os movimentos realizados durante a “dobra” (termo usado na série original para “controlar”) dos elementos ficaram muito bons. A sonoplastia também não é ruim. Tirando isso, o resto é triste.
Agora ficam duas perguntas. Primeiro, por que M. Night Shyamalan, insiste em pecar? Seria pelo fato dele querer sempre concentrar toda a produção com ele? Como podemos ver neste filme, ele produziu, escreveu e dirigiu o “O Último Mestre Do Ar”. Seria falta de diálogo? Quem saberá responder? Segundo, será que depois de gastar US$150 mi no primeiro filme e estar tendo muita dificuldade de recuperar o dinheiro investido, a Paramount vai tentar produzir os outros dois filmes correspondentes aos outros dois livros da série?
Veja o Trailer do Filme:
Em minha opinião, “O Último Mestre Do Ar" merece 4/10 estrelas.
Veja o Trailer do Filme:
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O filme não ficou tão ruim assim. da pra se divertir vendo os efeitos. mas o resto, concordo com você
ResponderExcluirNossa, Fim dos tempos foi péssimo. Realmente, um desastre. Esse Ultimo mestre do ar aí é só pra quem viu a série. Eu fiquei perdido no filme.
ResponderExcluirOs atores são ruins mesmo. Mas os efeitos são bem interessantes
ResponderExcluirEu gostei do filme. só que cortou muita coisa da história verdadeira
ResponderExcluirO 3d é fraco demais, dá até pra ver o filme sem os óculos. o problema é a legenda. acho até que a legenda é a unica coisa em 3d do filme. Ninguém merece.
ResponderExcluirO filme não é tao ruim como a critica americana falou! Mas concordo com voce: os atores sao fracos, faltou o "alivio" comico que a serie animada tem, muita informaçao pra pouco tempo e os efeitos sao os melhores possiveis! Fico triste pela possibilidade de nao haver uma continuaçao e SE houver desejo que o M. Night Shyamalan nao esteja envolvido ( ele que fazer tudo num filme e so vive do prestigio de " O sexto Sentido")!
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