sábado, 18 de dezembro de 2010

Tron: O Legado ("Tron: Legacy")


Por Caio Abreu

Quando tive a oportunidade de dar a primeira olhada no material do filme “Tron: Legacy” pensei: “Este vai ser um filme revolucionário, assim como o primeiro de 1982”. Estava Errado.
 “Tron: O Legado" é uma aventura de alta tecnologia situada em um universo digital diferente de tudo que já se viu na tela do cinema. Conta a história de Sam Flynn (Garrett Hedlund – “Eragon”), um jovem de 27 anos, especialista em tecnologia e filho de Kevin Flynn (Jeff Bridges – “Coração Louco”), investiga o desaparecimento do pai e acaba indo parar no universo digital de TRON, onde seu pai tem vivido nos últimos 25 anos. Com a fiel amiga de Kevin, a Quorra (Olivia Wilde – “Alpha Dog”), pai e filho embarcam numa viagem de vida ou morte através de um universo virtual, visualmente incrível e cheio de perigos.”


O filme é de encher os olhos. Com certeza a maioria dos espectadores ficaram deslumbrados com o mundo criado para o longa. Todo o contraste do neon com o ambiente escuro é marcante. Os trajes e os veículos futuristas, os ambientes transparentes, tudo é muito bonito, tudo muito bom. O problema em si é a trama. O roteiro não é nada amarrado. Cortes sem nexo algum são freqüentes. Os diálogos são vagos. Mudanças de características em certos personagens são nítidas e inexplicáveis. Há personagem que até muda de lado de uma hora pra outra, sem qualquer explicação lógica.


O responsável pela direção do filme é Joseph Kosinski. Muito provável que você nunca tenha ouvido falar dele. O motivo, este é o primeiro filme que Kosinski dirige. Joseph na verdade é um diretor de comerciais e curtas americanos, famoso pelo uso da computação gráfica. De computação gráfica não temos dúvida de que ele entende, e muito bem, agora dirigir. Sem experiência alguma, ele deixou muito a desejar.
Os atores ajudaram a fotografia e os efeitos especiais a segurarem o filme! Jeff Bridges dispensa comentário dando vida ao mesmo personagem que interpretou em 1982. Desta vez, ele também deu vida à Clu, o vilão da história. Olivia Wilde com um toque especial interpreta a andróide Quorra. Michael Sheen dá um show de interpretação e rouba a cena como o surtado dono da boate “Fim da Linha”. Já Garrett Hedlund é um desastre. Não passa carisma algum e não cai nas graças do público como o grande herói da história. As cenas de luta até que ficaram bem coreografadas. Com a ajuda de bons efeitos especiais elas agradam ao publico. Outro ponto positivo do filme é a trilha sonora, os responsáveis por ela é a dupla francesa “Daft Punk”. Até uma participação especial a dupla fez no filme. As músicas possuem um tom bem futurista e intimidador.


O filme ganha ponto negativo pelos temas escolhidos. O primeiro, a luta entre Homem X Máquina e o segundo, a relação problemática entre pai e filho. Nada de novo nas temáticas do cinema. As cenas em slow motion misturadas com cenas rápidas também não inovam em nada.


Com certeza, “Tron: O Legado” não deixará sua marca no cinema internacional como o primeiro filme, “Tron - Uma Odisséia Eletrônica”. Acho difícil se tornar uma franquia, mesmo sendo nítida a vontade da produção. Se uma continuação for aprovada, rezaremos para que um diretor e roteiristas mais experientes sejam contratados para a empreitada.

Em minha opinião, “Tron: O Legado” merece 7/10 estrelas.

Veja o Trailer de Tron - O Legado:



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4 comentários:

  1. Concordo com a sua crítica, vi o filme...e algumas cenas deixam a desejar. Algumas atuações não são lá essas coisas, mas pelo menos os efeitos especiais e a trilha sonora atuam harmonicamente com o filme. ^^

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  2. A sua crítica ficou muito boa.
    Gostei mesmo. Eu também esperava mais do filme. Muito ficou perdido durante a história, mas os efeitos especiais estão muito bons!

    Parabénns, continue escrevendo

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  3. Gostei do filme, mesmo com as falhas que você apontou. Mas muitos não se encomodaram. É que você já tem olho clínico pra assisitir o filme.
    Parabéns pelo blog

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  4. O visual do filme é muito bom

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