sexta-feira, 4 de março de 2011

Besouro Verde ("The Green Hornet")


Por Caio Abreu

Quando soube que Michel Gondry (diretor dos ótimos “Rebobine, Por Favor” e “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”) e Seth Rogen (Roteirista de filmes como “Superbad - É Hoje” e “Segurando as Pontas”, e ator de filmes como “Ligeiramente Grávidos”, “Pagando Bem Que Mal Tem?”) iriam trabalhar juntos no filme “Besouro Verde”, confesso que fiquei muito curioso para ver o resultado dessa parceria. O pior aconteceu, o filme passou longe do que esperava.


O longa conta a história de Britt Reid (Seth Rogen) filho do magnata da mídia mais importante e respeitado de Los Angeles, vivendo uma vida perfeitamente feliz e irresponsável de farras – até que seu pai (Tom Wilkinson – “Operação Valquíria”) morre misteriosamente, deixando seu vasto império de mídia para Britt. Estabelecendo uma improvável amizade com um dos funcionários mais dedicados e geniais de seu pai, Kato (Jay Chou – “A Maldição da Flor Dourada”), eles veem a chance de fazer algo significativo pela primeira vez em suas vidas: combater o crime. Mas para fazer isso, decidem se tornar foras da lei – eles zelam pela lei infringindo-a, e Britt se transforma no vigilante Besouro Verde, patrulheiro das ruas, ao lado de Kato. Empregando toda a sua engenhosidade e suas muitas habilidades, Kato constrói um armamento que é um exemplo de modernidade retrô, o Beleza Negra, um carro indestrutível cuja potência de fogo equivalente à sua potência em cavalos. Circulando pela cidade numa fortaleza móvel sobre rodas prendendo criminosos com as engenhocas criativas de Kato, o Besouro Verde e Kato rapidamente se tornam populares e, com a ajuda da nova secretária de Britt, Lenore Case (Cameron Diaz – “Encontro Explosivo”), eles vão atrás do homem que controla o sórdido submundo de LA: Benjamin Chudnofsky (Christoph Waltz - Bastardos Inglórios). Mas Chudnofsky tem seus próprios planos: esmagar o Besouro Verde de uma vez por todas.

Mesmo com bons nomes envolvidos no projeto o filme não traz nada de novo. Michel Gondry, Seth Rogen e Evan Goldberg (o outro roteirista) esqueceram que um certo Robert Downey Jr está no mercado e que o roteiro escrito por eles e certos efeitos especiais já estão em filmes como “Homem de Ferro” e “Sherlock Holmes”. Em outras palavras, nada de novo na trama. Nem colocar nomes como Christoph Waltz, Cameron Diaz e Tom Wilkinson ajuda o filma a melhorar. Waltz bem que tenta uma boa atuação, o que em certas cenas acontecem, mas não ajuda o filme como um todo. Cameron Diaz com certeza deve ter sido chamada de última hora pra tentar dar um gás maior à trama e causar a velha disputa entre os protagonistas da história pelo coração da moça. Até o ator James Franco (127 horas) faz uma breve participação especial.



Pra piorar, Gondry se perde na direção, alguns efeitos são até bem bacanas, mas como um todo, nada bom. Os atores também não ajudam. Jay Chou, que recebeu a missão de interpretar o mesmo personagem que revelou Bruce Lee em Hollywood, o fiel parceiro de luta contra o crime: Kato, é um desastre. O cara luta muito bem, mas na hora de atuar, sem comentários. Seth Rogen, que é conhecido pelas atuações em filmes onde na maioria das vezes ele precisa interpretar um maconheiro maluco ou um louco que quer ganhar a vida produzindo filmes pornôs, também perde o rumo como Britt Reid.



De engraçado o filme tem pouca coisa, confesso que eu só ri quando o personagem de Jay Chou, Kato, faz um gesto que os fãs da série Friends estão muito bem familiarizados.
Resumindo, o filme é mais um entretenimento simples, sem surpresas ou inovações, onde a Columbia Pictures simplesmente teve que correr para mudar data de estréia para não ter uma bilheteria tão baixa nos EUA em decorrência dos indicados ao Oscar estarem ocupando boa parte das salas do cinema. Isso por que eles foram felizes em testar o filme na Comic-Com e ver na reação do público que o filme não iria sair-se bem na bilheteria americana.
Em minha Opinião, o filme merece 5/10 estrelas.

Veja o trailer do filme:



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5 comentários:

  1. Faz rir, mas nada de tão bom.

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  2. Achei o filme normal. Tbm não achei ele tão empolgante assim. Esperava mais.
    Gostei do texto

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  3. Olá Caio, gostei da sua crítica. O seu site é bem interessante. O modo como você escreve não é como os críticos dos outros sites. Você é informal, simpless, direto. Facilita para as pessoas que não entendem os termos técnicos do cinema. Lendo seus textos nós acabamos aprendendo também.
    Parabéns

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  4. O filme é muito bom , mas eu não gostei muito da critica

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  5. Eu gostei do filme e acho essa critica um exagero se fosse tão ruin assim eu não veria oras, o filme não é tão bom quanto Sherlock Holmes porque a historia é totalmente diferente não tem como comparar são totalmente diferentes o.O

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