sexta-feira, 8 de julho de 2011

Transformers: O Lado Oculto da Lua


Por Caio Abreu

Depois da ruim experiência que tive com “Transformers 2”, ir ao cinema ver a continuação foi meio que preocupante. A pessoa já vai com vários escudos e pré-conceitos do filme em questão. Mas, como todos devem ter uma segunda chance, em certas vezes essa chance é bem utilizada (temos como exemplo o último Piratas do Caribe), fui ver mais uma vez a batalha entre Autobots e Deceptcons.


Neste terceiro filme da franquia Transformers, descobrimos que a corrida espacial travada entre os EUA e URSS para chegar até a lua na verdade se tratava de quem chegava mais rápido até uma nave alienígena que havia colidido com o satélite natura. Com essa descoberta, várias informações altamente secretas vão aparecendo e assim, se descobre que os Decepticons estão infiltrados no Planeta Terra há um bom tempo e que humanos estão aliados aos inimigos dos Autobots.


Uma boa jogada neste filme é o link de fatos reais históricos com a trama, mesmo algumas cenas (como a do presidente no salão oval da Casa Branca) serem um pouco ruins. Preparando o público para um final cheio de tensão e cenas de ação contínuas, o filme passa boa parte do início e meio, podemos falar 1º e 2º ato, lançando cenas que variam de cômicas e ação. Ken Jeong (“Se Beber, Não Case 2”) tem sua participação no filme e consegue boas risadas do público mesmo que em cenas super forçadas e apelando para o teor sexual e constrangedor, parece até que ele trouxe o Mr. Chou de “Se Beber, Não Case”.


O Diretor, Michel Bay já sabe que o público adora destruição em massa. Explosões, demolições, cortes secos entre as cenas, tudo isso prende a atenção do público. Bay consegue reger isso muito bem. Com o grande avanço da tecnologia e um bom capital disponível, os efeitos especiais se encarregam muito bem de tornar toda a cena imaginada pelo diretor em realidade. O efeito 3D para ser bem utilizado, acaba necessitando de cenas mais longas e em câmera lenta. Com cenas rápidas e cortes secos o 3D acaba perdendo uma praticamente sua funcionalidade.  No final do filme, onde se concentra a maior parte da ação do longa é repleta de ação, correria, tiros, explosões, prédios desmoronando, centenas de Decepticons invadindo a cidade de Chicago e destruindo tudo o que encontram pela frente. É algo gigante, o diretor explorou o máximo possível a tecnologia 3D, com certeza milhões foram gastos para este fim.


Neste longa há novos personagens, uns muito bons outros descartáveis. John Malkovich, pra variar, desempenha brilhantemente seu papel. No filme ele é o louco chefe de Sam (Shia LaBeouf). Patrick Dempsey ("Idas e Vindas do Amor") está bem diferente do que os fãs de Grey’s Anatomy estão acostumados a ver. O ator tenta o máximo possível impor uma carga dramática ao seu personagem, posso dizer que ele conseguiu, dentro da limitação imposta a ele. A modelo, e provavelmente agora atriz, Rosie Huntington-Whiteley entrou para substituir Megan Fox, cumpriu seu papel bem se levarmos em consideração que precisávamos de alguém com uma beleza estonteante para suprir a falta de uma Megan Fox da vida no filme. Quanto a sua atuação e relevância na trama, descartável. Se tratando de atuação, Rosie é um desastre e faz Megan Fox parecer merecedora de um Oscar de “Melhor Atriz”. Algo que me decepcionou também foi a atuação da “Família Witwicky”, deplorável. Josh Duhamel perdeu seu espaço no filme de forma gritante, parecendo mais um figurante com um bom cachê.

Mais uma vez, o exagero foi algo que matou neste filme. Michael Bay sabe explodir coisas e destruir tudo, agora nada sabe sobre linearidade e a construção de um ritmo cinematográfico. Novamente temos um excesso de robôs e mais ainda de personagens que brigam por espaço, atrapalhando todo o envio frenético de informações ao público.
O filme é bom se tratando em divulgar os avanços da tecnologia 3D, e só.

Em minha opinião "Transformers: O Lado Oculto da Lua" merece 6/10 estrelas.


Veja o trailer do filme:

2 comentários:

  1. Eu fui ver, sai antes de terminar, filme muito ruim! Muito barulho para pouco enredo... e aquela Rosie, péssima!

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  2. Que filme ruim. Você foi muito bonzinho em dar 6 estrelas para esse filme.

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