segunda-feira, 26 de abril de 2010

"Alice no País das Maravilhas" ("Alice in Wonderland")

Por Caio Abreu
Há muito tempo vinha esperando a estréia da mais nova obra-prima do diretor que sou fã, Tim Burton. Esse filme era “Alice in Wonderland”. Aos poucos as imagens eram lançadas na internet pra provocar o público, incitar todos que aguardavam o longa, e quando finalmente lançado, na minha opinião, decepcionou.
Tim Burton na realidade adaptou e fez uma releitura dos contos de 1865 de Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido como Lewis Carroll. É como se fosse uma continuação do conto original.
Alice, interpretada por Mia Wasikowska, volta para “Wonderland”, mesmo ela achando que tudo não passa de um sonho, após ser pedida em casamento na frente da elite de Londres mais ou menos na metade do séc. XIX. Ela atordoada com a situação deixa o noivo no altar e sai correndo pelos jardins até que vê um coelho de casaco e o segue até cair em um buraco, onde toda a sua aventura começa, novamente.
O filme possui grandes nomes da dramaturgia internacional como Johnny Depp (Piratas do Caribe), Anne Hathaway (Idas e Vindas do Amor) e Helena Bonham Carter (Harry Potter e o Enigma do Príncipe) e outros nomes menores como Crispin Glover (As Panteras) e Alan Rickman (Harry Potter). Mas o filme não consegue fazer com que o público se sinta ambientado no País das Maravilhas.
A fotografia do filme foi pensada de forma fantástica, cada cena é de encher os olhos dos espectadores, o figurino é outro ponto fortíssimo do longa, a excelente atuação de Johnny Depp, pra variar, como o “Chapeleiro Maluco”, assim como a da Helena Bonham Carter como a “Rainha Vermelha”.  O problema é que as pessoas esperam poder fazer parte da história, o longa precisa causar uma certa comoção, empatia, o que simplesmente não acontece neste filme. Parece que Burton se 
preocupou tanto em colocar o seu tom sombrio, marca registradas de todos os seus filmes, que esqueceu de fazer com que a atuação de Wasikowska possibilitasse a imersão do público na história. Outro erro de Burton foi colocar personagens desconhecidos do público (advindos de outra obra de Lewis Carroll, “Alice no Outro Lado do Espelho”) e fazer com que a “Rainha Vermelha” que só aparece na outra obra, se pareça com a “Rainha de Copas” da história original. O Recurso 3D torna as cenas mais belas e com um melhor toque, facilitando a apreciação da maravilhosa fotografia, mas o 
recurso é mau utilizado quando o objetivo é a interação com o público. O que Burton fez foi simplesmente se limitar a jogar objetos no público. Podemos até dar um desconto para o diretor, afinal, é seu primeiro filme utilizando a tecnologia.
São pequenos detalhes que fazem com que a película no final, não se torne tão atrativa quanto era esperado que fosse.
Bom, o filme, em 3D, vale o ingresso. Se você tiver um tempo disponível, vá assistir. Mas em termo de classificação, 6/10 estrelas.

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5 comentários:

  1. Estava esperando você escrever sobre Alice. Assim que vi no orkut que voce escreveu, corri pra ler. Só não gostei muito do que vc escreveu. Eu tava empolgada pra ver o filme. Mas na quarta vou ao cinema, e passo aqui pra dizer se concordo ou não com você.
    Bjinhos

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  2. Eu não gostei do filme. Fui na estréia, achei simples, a história estranha. Não é a que a nossa mãe lia pra gente quando criança. Depois que li aqui q fui ver que houve modificações

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  3. Eu até que gostei. Sobre o lance da empatia, da atuação da Mia, concordo contigo.

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  4. Amei Alice. Mas a questão da rainha de copas com a rainha vermelha que você falou é verdade. Ficou confuso pra quem conhece as duas histórias. Parabéns pelo blog

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  5. Aguardando tu escrever sobre HF2. Assisti ontem na estréia.

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