Por Caio Abreu
Mais um filme sobre Exorcismo chegou aos cinemas. Esse tema tem sido muito bem explorado depois que o primeiro do gênero “O Exorcista” de 73 provou que é excelente para causar susto no público e arrecadar uma boa grana na bilheteria. Mas a saturação já veio aumentando mais e mais. “The Last Exorcism” pareceu chegar pra mudar isso, sair do já batido roteiro, mas não o fez.
Com um baixíssimo orçamento, menos de 2 milhões de dólares, a produção utilizou o também já batido “estilo documentário” para o filme. Tudo gira em torno do reverendo Cotton Marcus, interpretado por Patrick Fabian, o qual passa a ter sua rotina gravada por uma equipe de filmagens para um documentário sobre exorcismo. Só que a função de Marcus é mostrar como ele ganha a vida enganando as pessoas com falsas sessões de exorcismo. O que acontece é que ao chegarem a uma cidade interiorana de Louisiana nos EUA, eles se deparam com um caso sinistro.
Até aí, tudo ótimo. Já possui um diferencial das produções anteriores, mas o problema começa exatamente aí. Por se tratar de um documentário, uma câmera é utilizada durante todo o filme. Essa câmera possui um posicionamento e movimentação diferente. Às vezes, os ângulos eram modificados, o que causa dúvidas na veracidade do documentário. O roteiro é horrível. Cortes sem sentido, a edição até que tentou ajeitar tudo, tentar esconder as falhas das filmagens, mas não foi o suficiente. O diretor tenta ser perfeito demais o que, a meu ver, fez perder o clima que a câmera tremula causaria em um suspense. Sem dinheiro, são quase impossíveis efeitos especiais, o que dificulta mais ainda se tratando do gênero do filme. O longa não possui tantas cenas com um bom suspense. Só pra você ter uma idéia, 90% delas aparecem no trailer.
Sem um roteiro bom, sem muita coisa pra contar, os personagens ganham espaço, o que acaba fazendo com que o público possa questioná-los e analisá-los durante toda a produção. A meu ver, os personagens são as únicas coisas boas desse filme. Patrick Fabian atua muito bem, faz a gente acreditar no exorcista charlatão, deve ter sido resultado da contratação de um verdadeiro exorcista para servir de consultor ao diretor Daniel Stamm, durante as filmagens. Louis Sweetzer, o pai da garota exorcizada, é interpretado por Louis Herthum que proporcionam boas cenas. O irmão da possuída, Caleb Sweetzer, ganha a vida através da atuação de Caleb Landry Jones, o garoto consegue prender a atenção do público com um ar sinistro em toda cena que aparece. Já a Ashley Bell, que da vida a garota Nell Sweetzer não é tão boa assim. Ela consegue mudar de feição entre uma cena e outra, uma ela está calma, tímida, contida, e na outra com a cara torta, possuída etc. Mas nas cenas de possessão, ela não convence tanto. Por não ter dinheiro para efeitos especiais, a produção deve ter contratado a jovem Ashley por ela conseguir fazer todas as contorções que aparecem na fita.
O filme tropeça, cai e não consegue levantar, nas cenas finais. Tanto que o público se assusta ao se depararem com os créditos do filme, do nada. Saímos do cinema sem saber o que acontece com a pobre Nell. Toda a questão psicológica levantada durante a história não é confirmada. Até uma ceita que surge nos últimos 5min do filme confunde mais ainda tudo o que o público achava que estava começando a entender.
Veja o trailer do filme:
Em minha opinião, “O último exorcismo”, merece 5/10 estrelas.
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Duas críticas no mesmo dia? É pra pagar a ausência né? rsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrs Ainda bem que um amigo me falou desse filme antes que eu fosse vê-lo no cinema. Na hora resolvi não ir!
ResponderExcluirAgora estou realmente feliz em não ter ido. depois do que você escreveu! =)
Mais uma vez, parabéns pelo seu blog.
Que filme ruim. Não sei nem por que você ainda escreveu sobre ele. Tudo o que você falou é verdade. Péssimo filme
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