Por Caio Abreu
Impressionante como Scott Pilgrim não agradou ao público internacional. Durante meses li várias notícias a respeito do filme dirigido por Edgar Wright (“Chumbo Grosso”) e cada vez que lia, mais ansiedade tinha. A repercussão do filme lá fora foi tão ruim que a distribuidora cogitou a possibilidade do filme chegar direto no DVD no Brasil. Após um bom barulho dos fãs brasileiros, decidiu-se rodá-lo em poucas salas de cinema apenas em São Paulo.
O longa conta a história de Scott Pilgrim (vivido nas telonas pelo ator Michael Cera de “Superbad - É Hoje”), um canadense de 22 anos, preguiçoso, anti-herói, roqueiro de garagem, que vive em Toronto, Canadá tocando baixo na banda de "Sex Bob-OMB". Ele se apaixona pela entregadora de encomendas do site Amazon no Canadá, Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winstead – “Duro de Matar 4.0”), mas deve derrotar os sete “ex-namorados do mal” dela, para poder ficar com a garota.
O filme faz uma fantástica homenagem ao mundo dos games e às HQs. A vida do protagonista é mostrada como se fossem fases de um game. Cada etapa é uma fase. Ele precisa passar por várias fases, com vários desafios para conseguir o prêmio final, poder namorar a “princesa” da história, Ramona Flowers. Os desafios são os tais 7 ex-namorados malignos. A computação gráfica se encarrega de caracterizar todo o cenário de vídeo-game. Ao conhecermos os personagens do filme, sabemos a sua principal característica como: Nome, Idade e uma Classificação. A cada fase que Pilgrim vence podemos ver quantos pontos ele recebe e a evolução dele durante o “jogo”. Até uma barra correspondente ao xixi aparece quando ele vai ao banheiro, e a medida que ele “alivia” a barra vai sendo esvaziada. Para melhorar a caracterização de um game, os efeitos especiais fora muito bem produzidos. Os poderes dos personagens, as cenas de luta, as cores bem vivas, tudo caracteriza mais o filme. As características de HQ tão são usadas. Os cortes são brutos e toda vez que algum som característico aparece no filme, uma onomatopéia aparece junto.
A trilha sonora deixa o filme mais eletrizante ainda. O Punk Rock foi bastante explorado, toques do estilo das bandas britânicas independentes também caracterizam mais ainda o estilo de música. Várias homenagens também foram feitas através da música. Durante o filme podemos ouvir um trecho de “The Legend os Zelda”, Seinfild, e até o tema da Universal Studios foi convertido em 8bits.
Penso que os atores foram escolhidos a dedo para participar do filme. O elenco está perfeito. Michael Cera é perfeito para o personagem que dá nome ao longa. Com um rosto relativamente já conhecido pelo público, um jeito NERD e um talento nato para atuar, facilmente o público se identifica com o personagem. Mary Elizabeth Winstead faz com que a Ramona seja compreendida pelo público e consegue passar o porquê do Scott se apaixonar perdidamente por ela. A canadense descendente de japoneses, Ellen Wong, interpreta a garota do segundo grau Knives Chau, que é apaixonada por Pilgrim. Ela rouba a cena várias vezes durante o filme, com um jeito meigo e tímido saltando para uma histérica e apaixonada adolescente. Kieran Culki (“Ela É Demais”) é o gay “Wallace Wells”, quem divide o quarto Scott. Kieran é outro que sempre que está em cena, rouba a mesma resultando em boas risadas do público. A já conhecida Anna Kendrick (bem conhecida como a Jessica Stanley de “Eclipse”) é “Stacey Pilgrim”, irmã mais nova de Scott. Chris Evans interpreta “Lucas Lee” um dos 7 ex-namorados malignos de Ramona. Evans faz uma rápida, porém boa participação no filme. Brandon Routh (o Clark Kent de “Superman-O Retorno”) é “Todd Ingram” outro ex da Ramona, ex esse que na verdade é um alienígena. E não posso deixar de citar o brilhante Jason Schwartzman (“O Guia do Mochileiro das Galáxias”) que vive o pior dos exs, Gideon Gordon Graves.
Tiro o chapéu para a direção de Edgar Wright. O diretor foi perfeito neste longa. Tudo muito bem dirigido, os detalhes muito bem trabalhados. O roteiro, escrito por Wright em parceria com Michael Bacall tem uma dinâmica muito boa, principalmente no começo da história.
Pra quem já foi ao Canadá, principalmente na cidade de Toronto, é possível identificar várias coisas do país como a famosa “Casa Loma”, a cafeteria “Second Cup” a pizzaria “Pizza Pizza” é citada por um dos ersonagens, e o característico ônibus da TTC (Toronto Transit Commission).
Uma pena este filme não ter estreado em âmbito nacional, apenas em São Paulo. Mas não vai demorar para chegar em DVD. É um filme pra se ter em casa.
Siga-nos no Twitter: @_cinefacts_
Divulgue o blog: http://cinefacts.blogspot.com/
Deixe seu comentário!
Deixe seu comentário!







Quando vi o trailer, fiquei super empolgado pra ver. É uma pena que somente São Paulo tem o privilégio de ver o Scott "Peregrino" nas telonas... mas com certeza verei em DVD...
ResponderExcluirVlw pela crítica, Caio... parabéns!
Infelizmente não vai passar em Goiânia. Mas vou procurar pra baixar na internet. Gostei muito do seu texto sobre o filme.
ResponderExcluir